(Diário Catarinense, 09/08/2010 - Florianópolis SC)
Programa que prevê a distribuição de preservativo em colégios públicos levanta discussões e diferentes opiniões. Protótipo do equipamento será apresentado amanhã, em Brasília. A máquina de preservativo para escolas públicas, desenvolvida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IF-SC), será entregue amanhã, às 9h, em Brasília. Uma equipe de pesquisadores apresentará o protótipo com alterações que facilitem a produção do equipamento. O programa do Ministério da Saúde também irá aproveitar um projeto de João Pessoa, na Paraíba. A instalação do equipamento nos ambientes de ensino tem despertado opiniões variadas. Para o vice-presidente da Associação de Pais e Professores (APP) do Instituto Estadual de Educação, Carlos Danilo Moreira Pires, trata-se de uma iniciativa que deve ser antecipada de medidas conscientizadoras sobre educação sexual. Pires acredita que debates, palestras e orientações sobre o tema entre pais, alunos e professores são fundamentais para evitar possíveis problemas.
– A precaução é importante, mas a implantação dessa máquina sem a devida orientação pode incorrer em um erro pior do que não tê-la. É preciso criar mecanismos não para dificultar, mas para que haja a distribuição com consciência – declara. A discussão sugerida por Pires é defendida também pelo secretário estadual de Educação, Silvestre Heerdt. Segundo ele, a comunidade escolar precisa ser ouvida para saber se pais e alunos estão de acordo com o projeto antes de colocá-lo em prática. – Disseminar a cultura do uso do preservativo para evitar males maiores é válida, mas não podemos fazer isso afoitamente porque pode ser que estejamos estimulando o sexo prematuro – salienta Heerdt. Ainda não foram definidas as escolas que receberão as máquinas, mas três cidades já estão confirmadas: Florianópolis, João Pessoa e Brasília. Os alunos terão uma matrícula e receberão da escola uma senha para terem acesso gratuito aos preservativos.
De acordo com a assessora técnica Nara Vieira, da Unidade de Prevenção do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da x adolescentes e adolescentes e jovens aos preservativos, que muitas vezes ficam constrangidos em adquirir. Outra intenção é incentivar o debate sobre a sexualidade nas escolas por serem espaços de socialização e onde temas como estes aparecem no cotidiano dos adolescentes. – O nosso papel é pensar em políticas que dão subsídios para que as medidas de prevenção possam ser adotadas – diz. Equipamentos devem chegar até o fim do ano - A expectativa é de que as máquinas cheguem aos colégios até dezembro. A coordenadora do programa Educação e Prevenção na Escola vinculada à Secretaria de Estado de Educação, Rosemari Koch Martins, informa que até lá serão feitas consultas ao corpo pedagógico, aos alunos e aos pais para saber a receptividade do programa. – Nada vai ser imposto. A questão da sexualidade já vem sendo inserida no currículo, se desdobrando em temas como doenças sexualmente transmissíveis, Aids, gravidez e contraceptivos, por exemplo. Esses dispensários passam a ser mais um instrumento de trabalho pedagógico para o professor. MELISSA BULEGON
Mostrando postagens com marcador NOTICIAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NOTICIAS. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
MÁQUINA DO BEM OU DO MAL?
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
SE É IMPORTANTE FAZER FACULDADE
(Eduardo Jablonski/Zero Hora, Porto Alegre)
Hoje, pouco antes de começar minha aula, ouvi aluna defendendo a seguinte opinião: “Para que fazer faculdade? Depois ficaremos obrigatoriamente desempregados. Todos os meus conhecidos que se formaram não trabalham na área.” Aristóteles que me perdoe, mas ela tem e ao mesmo tempo não tem razão. Pela minha experiência, acompanhando a carreira de centenas e até milhares de pessoas nos últimos 20 anos, concluo que as pessoas graduadas com nível superior se dividem em três grupos. O primeiro abriga os relapsos, os que não gostam de estudar, os que faltam muitas aulas, os que copiam trabalhos de colegas ou da internet, os que não prestam atenção na fala do professor, os que não leem a bibliografia solicitada, os que não pesquisam, os que não procuram livros sobre a matéria, para tentar se aperfeiçoar, os que faltam às aulas quando há palestras. Esses caras jamais conseguirão trabalhar na área na qual se formaram. Se arranjarem vaga, será com certeza por tempo reduzido. A incompetência os demitirá. Sei de jornalista de meio impresso que acha que repórter não precisa dominar a gramática da Língua Portuguesa. É por pensar assim que ele, em 15 anos de profissão, tendo se formado em grande universidade, nunca obteve espaço em grandes jornais.
O segundo grupo engloba pessoas que fazem tudo pela metade. Estudam um pouco, leem alguma coisa, prestam atenção no professor, têm alguma assiduidade. Mas não são dedicados, não se esforçam tanto quanto seria necessário, não suam sangue para obter promoções ou empregos importantes. Esses indivíduos vão trabalhar na área, sim, mas não atingirão os melhores postos, a não ser por milagre ou por amizade. O terceiro grupo envolve os estudiosos, os que leem a respeito do campo que escolheram o tempo todo, os que passam a madrugada sobre os livros, os que estudam regularmente e, quando necessário, param tudo para estudar ainda mais. Esses homens e mulheres serão os vencedores de amanhã. Talvez nunca fiquem desempregados. Conheço dezenas e até centenas de casos em cada um desses grupos e nunca vi exceção. Abri essa alternativa, porque não sou o dono da verdade. Posso estar equivocado. Mas, concluindo, não é verdade que não adianta estudar, que é perda de tempo. Quem se dedica se dá bem, e quem não se dedica se dá mal. É simples assim. A verdade em geral é simples.
Hoje, pouco antes de começar minha aula, ouvi aluna defendendo a seguinte opinião: “Para que fazer faculdade? Depois ficaremos obrigatoriamente desempregados. Todos os meus conhecidos que se formaram não trabalham na área.” Aristóteles que me perdoe, mas ela tem e ao mesmo tempo não tem razão. Pela minha experiência, acompanhando a carreira de centenas e até milhares de pessoas nos últimos 20 anos, concluo que as pessoas graduadas com nível superior se dividem em três grupos. O primeiro abriga os relapsos, os que não gostam de estudar, os que faltam muitas aulas, os que copiam trabalhos de colegas ou da internet, os que não prestam atenção na fala do professor, os que não leem a bibliografia solicitada, os que não pesquisam, os que não procuram livros sobre a matéria, para tentar se aperfeiçoar, os que faltam às aulas quando há palestras. Esses caras jamais conseguirão trabalhar na área na qual se formaram. Se arranjarem vaga, será com certeza por tempo reduzido. A incompetência os demitirá. Sei de jornalista de meio impresso que acha que repórter não precisa dominar a gramática da Língua Portuguesa. É por pensar assim que ele, em 15 anos de profissão, tendo se formado em grande universidade, nunca obteve espaço em grandes jornais.
O segundo grupo engloba pessoas que fazem tudo pela metade. Estudam um pouco, leem alguma coisa, prestam atenção no professor, têm alguma assiduidade. Mas não são dedicados, não se esforçam tanto quanto seria necessário, não suam sangue para obter promoções ou empregos importantes. Esses indivíduos vão trabalhar na área, sim, mas não atingirão os melhores postos, a não ser por milagre ou por amizade. O terceiro grupo envolve os estudiosos, os que leem a respeito do campo que escolheram o tempo todo, os que passam a madrugada sobre os livros, os que estudam regularmente e, quando necessário, param tudo para estudar ainda mais. Esses homens e mulheres serão os vencedores de amanhã. Talvez nunca fiquem desempregados. Conheço dezenas e até centenas de casos em cada um desses grupos e nunca vi exceção. Abri essa alternativa, porque não sou o dono da verdade. Posso estar equivocado. Mas, concluindo, não é verdade que não adianta estudar, que é perda de tempo. Quem se dedica se dá bem, e quem não se dedica se dá mal. É simples assim. A verdade em geral é simples.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Em dois terços das cidades paraenses, nível de instrução beira o analfabetismo
(PORTAL APRENDIZ)
Os paraenses que vão decidir o rumo político do Estado e do País nas próximas eleições de outubro são analfabetos ou não têm nem o ensino fundamental. Em mais de dois terços dos municípios do Estado, esse é o perfil de pelo menos 70% da população que vai às urnas. Em seis deles, quase a totalidade dos eleitores não têm nenhum conhecimento ou sabem ler e escrever parcialmente. Através da última atualização feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do eleitorado brasileiro, na última semana, O Liberal fez o mapeamento daEscolaridade, por município, dos paraenses que participarão da votação de outubro. A constatação é de que os políticos em campanha no Pará disputarão os votos de quem não tem nem noção do poder que representa esse exercício da democracia.
Melgaço, na região do Marajó, tem o pior cenário de eleitores nessas condições. Somando-se os dois grupos, chega a 94,5% o total de eleitores com baixa ou nenhuma Escolaridade. Só de analfabetos, é mais de um quarto da população votante (27,99%). Mas quando se analisa somente essa população sem instrução alguma, é a cidade vizinha, Anajás, que detém a maior parcela. Quase 32% do eleitorado do município afirmou ser analfabeta. Somando-se os 61,51% que disseram saber apenas ler e escrever por terem estudado somente os primeiros anos do ensino básico, Anajás aparece como o quarto colégio eleitoral com menos Escolaridade. À sua frente, ainda estão Bagre e Anapu, ambos com índice de 92,76% do eleitorado com nenhuma ou baixa instrução. Beiram a totalidade de baixa instrução ainda os municípios de Chaves (92,52%) e Nova Esperança do Piriá (91,32%).
Esses seis municípios são os casos extremos de eleitores com baixa Escolaridade, entretanto não há muita disparidade entre os demais. Somente Belém e Ananindeua não têm a maioria de eleitores com baixa ou nenhum aprendizado. Na capital, a parcela de baixaEscolaridade é de 42,44%, enquanto em Ananindeua é de 46,73%. Os dois maiores colégios eleitorais do Estado (Belém, com 997.105 eleitores, e Ananindeua, com 259.297 eleitores) também detêm a menor população iletrada. Cada um deles registrou a marca de cada 1,53% de analfabetos. Belém também está à frente em números de eleitores com nível superior: são 4,68% da população que vai às urnas. Em segundo lugar aparece Capanema, com 3,56%, seguido por Canaã dos Carajás, com 1,95%, Ananindeua, com 1,79%, e Parauapebas, com 1,70%. (O Liberal)
Os paraenses que vão decidir o rumo político do Estado e do País nas próximas eleições de outubro são analfabetos ou não têm nem o ensino fundamental. Em mais de dois terços dos municípios do Estado, esse é o perfil de pelo menos 70% da população que vai às urnas. Em seis deles, quase a totalidade dos eleitores não têm nenhum conhecimento ou sabem ler e escrever parcialmente. Através da última atualização feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do eleitorado brasileiro, na última semana, O Liberal fez o mapeamento daEscolaridade, por município, dos paraenses que participarão da votação de outubro. A constatação é de que os políticos em campanha no Pará disputarão os votos de quem não tem nem noção do poder que representa esse exercício da democracia.
Melgaço, na região do Marajó, tem o pior cenário de eleitores nessas condições. Somando-se os dois grupos, chega a 94,5% o total de eleitores com baixa ou nenhuma Escolaridade. Só de analfabetos, é mais de um quarto da população votante (27,99%). Mas quando se analisa somente essa população sem instrução alguma, é a cidade vizinha, Anajás, que detém a maior parcela. Quase 32% do eleitorado do município afirmou ser analfabeta. Somando-se os 61,51% que disseram saber apenas ler e escrever por terem estudado somente os primeiros anos do ensino básico, Anajás aparece como o quarto colégio eleitoral com menos Escolaridade. À sua frente, ainda estão Bagre e Anapu, ambos com índice de 92,76% do eleitorado com nenhuma ou baixa instrução. Beiram a totalidade de baixa instrução ainda os municípios de Chaves (92,52%) e Nova Esperança do Piriá (91,32%).
Esses seis municípios são os casos extremos de eleitores com baixa Escolaridade, entretanto não há muita disparidade entre os demais. Somente Belém e Ananindeua não têm a maioria de eleitores com baixa ou nenhum aprendizado. Na capital, a parcela de baixaEscolaridade é de 42,44%, enquanto em Ananindeua é de 46,73%. Os dois maiores colégios eleitorais do Estado (Belém, com 997.105 eleitores, e Ananindeua, com 259.297 eleitores) também detêm a menor população iletrada. Cada um deles registrou a marca de cada 1,53% de analfabetos. Belém também está à frente em números de eleitores com nível superior: são 4,68% da população que vai às urnas. Em segundo lugar aparece Capanema, com 3,56%, seguido por Canaã dos Carajás, com 1,95%, Ananindeua, com 1,79%, e Parauapebas, com 1,70%. (O Liberal)
domingo, 18 de julho de 2010
A UFGD SEDIA ENCONTRO LATINO-AMERICANO DE MATEMÁTICA
Começa nesta segunda-feira, dia 19 de julho, o encontro das Escolas de Matemática da América Latina e do Caribe (EMALCAS) na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
Estarão reunidos pesquisadores da Matemática e áreas afins, para cursos, palestras e discussões sobre problemas matemáticos. É uma oportunidade para jovens estudantes das ciências ligadas à matemática (Engenharias e Ciências da Computação, por exemplo) entrarem em contato com temas relevantes e atuais da área, para que possam aprofundar estes estudos, especialmente em programas de pós-graduação.
Os cursos oferecidos serão Introdução à Teoria dos Números e Criptografia com o professor doutor José Gilvan de Oliveira; Introdução à Otimização com o professor doutor Roberto Andreani; e Geometria Diferencial com o professor doutor Aldo Portela.
O encontro é realizado pela União de Matemática da America Latina e Caribe (UMALCA) desde 1998. O objetivo principal das EMALCAS é o de contribuir para o desenvolvimento da Matemática em todas as regiões do continente, especialmente na América Central e Caribe. As escolas são realizadas anualmente em vários países membros da UMALCA e conta com apoio do CIMPA (Centre International de Mathématiques Pures et Appliquées).
A página do evento é http://www.ufgd.edu.br/emalca/principal.php
Para maiores informações sobre a UMALCA, visite a página http://www.umalca.org.
Estarão reunidos pesquisadores da Matemática e áreas afins, para cursos, palestras e discussões sobre problemas matemáticos. É uma oportunidade para jovens estudantes das ciências ligadas à matemática (Engenharias e Ciências da Computação, por exemplo) entrarem em contato com temas relevantes e atuais da área, para que possam aprofundar estes estudos, especialmente em programas de pós-graduação.
Os cursos oferecidos serão Introdução à Teoria dos Números e Criptografia com o professor doutor José Gilvan de Oliveira; Introdução à Otimização com o professor doutor Roberto Andreani; e Geometria Diferencial com o professor doutor Aldo Portela.
O encontro é realizado pela União de Matemática da America Latina e Caribe (UMALCA) desde 1998. O objetivo principal das EMALCAS é o de contribuir para o desenvolvimento da Matemática em todas as regiões do continente, especialmente na América Central e Caribe. As escolas são realizadas anualmente em vários países membros da UMALCA e conta com apoio do CIMPA (Centre International de Mathématiques Pures et Appliquées).
A página do evento é http://www.ufgd.edu.br/emalca/principal.php
Para maiores informações sobre a UMALCA, visite a página http://www.umalca.org.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
DIPLOMA DE JORNALISTA
Uma proposta aprovada hoje por uma comissão especial da Câmara retoma a obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista. O texto ainda precisa da aprovação do plenário da Câmara para depois ser remetido ao Senado. Ao contrário do que julgou o Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado, a proposta votada pelos deputados diz que a exigência de diploma não viola os princípios da liberdade de pensamento e de informação jornalística. A aprovação do texto é uma reação ao julgamento do STF, que desregulamentou a profissão.
Em 2009, os ministros do STF julgaram, por 9 votos a 1, ser inconstitucional a exigência do diploma e registro profissional no Ministério do Trabalho para o exercício da profissão de jornalista. A exigência do diploma estava expressa num decreto-lei que entrou em vigor durante a ditadura militar (decreto-lei 972, de 1969). O texto votado pela Câmara coloca na Constituição a necessidade do diploma para o exercício da profissão. "A exigência de graduação em jornalismo e de registro do respectivo diploma nos órgãos competentes para o exercício da atividade profissional, em atendimento ao disposto no inciso XIII do art. 5º, não constitui restrição às liberdades de pensamento e de informação jornalística de que trata este artigo", determina a proposta de emenda à Constituição. O inciso XIII do art. 5º a que faz referência a proposta diz que "é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". O relator do processo no Supremo, ministro Gilmar Mendes, afirmou, após aquele julgamento, que qualquer tentativa de retomar a obrigatoriedade do diploma de jornalista seria inconstitucional. "Não há possibilidade do Congresso regular isso, porque a matéria decorre de uma interpretação do texto constitucional. Não há solução para isso. Na verdade, esta é uma decisão que vai repercutir inclusive sobre outras profissões. Em verdade, a regra da profissão regulamentada é excepcional no mundo todo e também no modelo brasileiro", afirmou. O atual presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, disse naquele julgamento que o exercício da profissão de jornalista dispensa o diploma, pois não haveria "nenhum conjunto de verdades científicas cujo conhecimento seja indispensável para o exercício da profissão".
Em 2009, os ministros do STF julgaram, por 9 votos a 1, ser inconstitucional a exigência do diploma e registro profissional no Ministério do Trabalho para o exercício da profissão de jornalista. A exigência do diploma estava expressa num decreto-lei que entrou em vigor durante a ditadura militar (decreto-lei 972, de 1969). O texto votado pela Câmara coloca na Constituição a necessidade do diploma para o exercício da profissão. "A exigência de graduação em jornalismo e de registro do respectivo diploma nos órgãos competentes para o exercício da atividade profissional, em atendimento ao disposto no inciso XIII do art. 5º, não constitui restrição às liberdades de pensamento e de informação jornalística de que trata este artigo", determina a proposta de emenda à Constituição. O inciso XIII do art. 5º a que faz referência a proposta diz que "é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". O relator do processo no Supremo, ministro Gilmar Mendes, afirmou, após aquele julgamento, que qualquer tentativa de retomar a obrigatoriedade do diploma de jornalista seria inconstitucional. "Não há possibilidade do Congresso regular isso, porque a matéria decorre de uma interpretação do texto constitucional. Não há solução para isso. Na verdade, esta é uma decisão que vai repercutir inclusive sobre outras profissões. Em verdade, a regra da profissão regulamentada é excepcional no mundo todo e também no modelo brasileiro", afirmou. O atual presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, disse naquele julgamento que o exercício da profissão de jornalista dispensa o diploma, pois não haveria "nenhum conjunto de verdades científicas cujo conhecimento seja indispensável para o exercício da profissão".
Assinar:
Postagens (Atom)